quarta-feira, dezembro 28, 2005

Votos de felicidade e tal...

Claro que sim, claro que um "bom natal" e umas "boas entradas" caiem bem, mas porra, parece uma obrigação ser feliz nesta época.
Chego a ter visões hilariantes com este jogo do empurra...
Não as posso partilhar, porque a minha noção do rídiculo é tão sarcástica que podia ferir susceptibilidades alheias e não estou para isso.

Este ano não fiz àrvore, porque ainda estava feita do ano passado.
Pensei que as luzes estavam avariadas e nem estavam.
Porque será que meti na cabeça que as luzes estavam fundidas?
Por já terem uns anos?
Porque estas coisas nunca duram tanto tempo?
De qualquer maneira a xavala tirou as tampas e parecem novas.
E tem estado acesa 24 horas por dia, com os meus desejos de feliz natal à EDP.
Estou a dar-lhes uma prenda, ou não estou?

Magia...
Falta magia na vida de muita gente.
No fundo esta merda é feita de truques sem pontos finais, por isso a magia não encaixa.
Temos pena...

E depois é assim:
- O que eu desejo é saúde, amor e paz;
- O que desejo hoje, desejo em qualquer altura;
- O que eu desejo é sempre em dobro do que me desejam a mim... também!

Vai daí só me tem custado escrever isso...
Perdão!
Nem tem sido dificuldade em partilhar sentimentos, tem sido apenas energia colocada principalmente "cá em casa" e quando me sento aqui é mais para jogar, jogar até limpar a cabeça.
Preciso manter a minha cabeça equilibrada e os jogos são truque mentais.
Eu curto truques mentais, dos individuais e sem empurrões...
:)

Apercebi-me entretanto de uma teoria interessante...
O facto de se viver o presente a pensar no futuro, é que depois no tal futuro não existe passado.
Traduzido para esta época de votos diversos, não é muito agradável de se ler, por isso nem vou escrever...

Dêem o melhor de vós, mudem o que puderem mudar, aconcheguem-se em atitudes positivas e sorriam sempre que puderem ao longo de toda a vida...
Em sintonia e apesar das diversas e variadas distâncias.

sábado, dezembro 24, 2005

Ó Pai Natal,

É só para dizer que estou fodida contigo!
Pedi-te o euromilhões e esqueceste-te de mim...
... obrigadinho, tá?

quarta-feira, dezembro 21, 2005

'Tá um lindo dia... ou melhor, que dia é hoje?

Isso do Natal 'tá a correr bem?
Espero que os afectos vos aqueçam nas noites frias e que durante o dia não se estraguem.
Verifiquem sempre a validade e isso, porque isto de ser Natal no fim de semana, cheira-me a plano tecnológico, portanto...

Neste Natal, bons afectos e tal!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Boas festas e isso...

Querido menino Jesus,
Olha o que arranjaste...
Tudo hoje é uma cruz,
Porque no cruxifixo ficaste!

A teoria do cruxifixo é simples.
Percebi-a com o Ricardo do Sporting, num jogo que vi em directo na TVI.
O Ricardo teve problemas e sejam eles quais forem, agarrou-se com fé ao cruxifixo.
Muitos o fazem.
Os cruxifixos estão em toda a parte.
Até eu tenho um.
Era da minha mãe e é só por isso que o guardo.
Não o sinto como justificação para o sofrimento que há no mundo.
Não rezo a uma imagem, não prometo nada a um símbolo, nem coloco a fé condicionada a um objecto, muito menos sendo esse mesmo objecto uma espécie de hino à dor.
A dor existe.
Não precisa de ser transformada em culto.
Deitem fora os cruxifixos, comprem velas e incensos.
Deitem fora tudo o que vos transmita energia negativa.
Voltando ao Ricardo e à teoria do cruxifixo, num jogo o Ricardo parecia estar a ser salvo pelo cruxifixo (foi com o Guimarães, acho, mas já não me lembro bem), mas no jogo seguinte dava ideia que os adeptos da equipa adversária (o FCP, que nem marcaram, foi o Polga que empatou aquilo) estavam todos de cruxifixo no bolso para anular a energia do cruxifixo do Ricardo.
O único símbolo que interessa é a toalha.
Um homem e uma toalha é uma imagem perfeita para deixar divagar o pensamento...
Jesus, o vosso filho de Deus, foi inventado e reinventado e a história está muito mal contada, mas funciona perfeitamente como economia perpendicular.


Querido e estimado Pai Natal,
Tu que és de muita estimação,
Vê lá se fazes tudo certo e tal,
De forma a manter a ilusão...!

Aqui a coisa pia mais fino...
Temos os candidatos a Belém e nenhum é o menino Jesus.
Apesar de cruxificados, não passam de cartazes coloridos de uma esperança plastificada de uma vida melhor.
Ontem, num chat eu dizia que a única forma de mudar o Mundo era mudarmos o que nos rodeia.
Individualmente.
Mas o Mundo não vai mudar tão depressa, porque as pessoas têem medo de mudar.
As pessoas pegam no cruxifixo, agarram no dinheiro e compram o Pai Natal.
Mudar isto para quê?
Para deixarem de gastar dinheiro com directos, com entrevistas, com porta-chaves e isqueiros?
O medo da mudança faz com que acreditem na igualdade de olhos fechados.
Eu se fechar os olhos, só consigo ver o Vitória de Setúbal a melhor defesa da Europa, que não jogam “bonito”, porque com ordenados em atraso só podem jogar à defesa.
Acontece a todos os que se agarram ao cruxifixo na esperança da tal vida melhor, que faz do Pai Natal o padastro do Povo e cria a ilusão quer de olhos fechados quer abertos, porque com eles abertos eu vejo candidatos a tudo o resto...
Dá ideia que nada é à borla, neste Mundo.
Não dá?
É assim que funciona a economia doméstica...


Minhas queridas Nossas Senhoras,
Maria, de Fátima e da Conceição,
Mães, salvem-nos a todas as horas,
E em todos os momentos de aflição.

A maternidade é a saída...
Mudar podia passar por aí.
As mulheres mudam com mais facilidade, porque durante a vida a mulher muda muitas mais vezes que o homem.
No homem a coisa resume-se a crescer e a ficar crescido com pêlos e um pénis até chegar à altura de lhe enfiarem um dedo no cú...
Uma mulher cresce até ter pêlos e passa por ter a menstruação, por perder a virgindade, por ter filhos e um dedo no cú não passa duma cruz que eles carregam armados em Jesus.
Acordam aí eles?
Nem por isso, porque adaptados a determinados factores, estão amarrados ao cruxifixo, enquanto a mulher corre livremente na forma de santa, ar cândido e doce, procurando a fórmula química da paz, da protecção e do bem estar.
E o amor?
O amor anda perdido, porque ninguém ama o cruxifixo.
É fácil perceber porquê...
Não acredito em nada do que dizem, acredito no que sinto e no que me transmitem até sem palavras.
Esta é a base da palavra de Deus, mas passa despercebida.
E porque passa despercebida?
Porque é mais fácil dominar um sentimento, que viver o mesmo sentimento.
O caminho mais fácil é agarrar no símbolo e rezar para que o milagre aconteça e ao 3º dia já o estejam a viver intensamente.
Que rica ilusão...
Não devíamos reagir com amor a tudo o que nos acontece?
Como podem as pessoas sonhar com uma vida melhor se, sempre que acontece qualquer coisa, reagem desculpando-se com falta de tempo, por exemplo, quando na realidade querem é apenas ter tempo para pensar na melhor forma de reagir?
Perco-me com isto...
É uma espécie de paciência que, me deixa muitas vezes, à beira de um ataque de nervos, mas já me sei controlar de forma a que isso não aconteça.
Rezo para que abram os olhos, para que cresçam e descubram a dádiva da vida longe de toda esta economia cruzada...


Deus criador do Universo,
Que nos criaste à tua imagem,
Recebe este simples verso,
Como se fosse uma homenagem...

Se as pessoas acreditassem em Deus, não falariam dele.
Eu não consigo falar do “meu” Deus, não consigo explicar quem ele é, nem o que representa para mim.
Por estas e por outras é que ando calada...
Hoje é dia de Lua Cheia e o Sol estava em oposição à Lua quando comecei a escrever isto.
Quer acreditem, quer não, nestas coisas o facto é que ando com uma dor de cabeça mesmo a meio da testa, desde ontem.
É o Saturno a ir-se, o Júpiter a vir-se e eu a aprender...
Perco-me a pensar em dar a volta e fico dividida entre o associativismo e o individualismo.
Para mim é tudo tão simples que, se o Mundo fosse à minha imagem, seria uma espécie de éden físico, baseado no prazer de ter um corpo e brincar com ele.
Lembram-se do significado?
Brincar é descobrir, é sorrir, é experimentar, é rir, é quase tudo...
O problema de não me sentir integrada neste País e neste Mundo, deve-se ao facto de me tratarem como um brinquedo.
Brincam comigo à força toda e eu tenho dias que me sinto uma peça de um puzzle e outros que me sinto como a chave do enigma.
É muito estranha esta economia paralela...

domingo, dezembro 11, 2005

Grupo D(eus os ajude)

México, Irão e Angola!
(Estamos fartos de Europeus... venha de lá o picante, o petróleo e o Mantorras que sempre quero ver se o cruxifixo abana!)

(imagem do Jumento)

Grupo A( men)
Grupo B( enzam-se)
Grupo C( omunguem)
Grupo E( sposem-se)
Grupo F( ecundem)
Grupo G( ravidem)
Grupo H(osana!)

Deus os ajude, na teoria do cruxifixo!
(Depois digo-vos qual é...)

sábado, dezembro 10, 2005

Já não sofro com...

... isto!

Encolher os ombros é saudável, porque é relaxante...
... 1, 2, 3... 55, 56, 57... 98, 99, 100!

Já 'tá!

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Ainda não é hoje...

... que escrevo um post.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Ganhar muito dinheiro serve para...

... comprar uma casa e mobilá-la luxuosamente, a seguir comprar outra casa e decorá-la renovando a primeira, depois outra casa e ter uns decoradores que já garantem qualquer coisa, de muitas e variadas maneiras, porque os anos passam e as casas aumentam.
Entre a compra de casas, viaja-se, tem-se filhos e vai-se comprando, comprando, comprando tudo o que é bem comprar, tudo o que tem um aspecto luminoso e que fica bem na casa do... caralho, fica bem dizê-lo.
E de compra em compra, como resultado de comprar batatas e vender batatas o tempo vai passando e passando, sem pensar para além do comércio.
Casas, carros, viagens e os filhos crescem, frutos do negócio.
Estão-se a cagar para as casas e pensam no negócio como coisa já estruturada que nunca mais acaba, as casas deles estão de acordo com as vidas que usufruem desde que nasceram e já com filhos contribuem para o consumismo do luxo, como se o luxo existisse para todos, esquecendo-se do trabalho que dá comprar e vender batatas, do trabalho que dá arranjar pessoas sérias que tratem e cuidem das casas e dos bens e esquecendo-se do dinheiro que é preciso para manter tudo o que se vai ganhando transformado em bens sem valor.
Quem é que hoje em dia compra quintas valiosas?
Só um estrangeiro, porque a maioria não tem dinheiro para aquilo e os que têem mandam construir casas como os outros mandaram.
E quem é que não sonha em fazer casas de sonho?
Até eu tenho plantas para a casa de praia, a casa de campo, a casa no Tibete, a casa no Brasil, a casa do... caralho, também.
Na minha perspectiva os bens vão ser cada vez mais estagnáveis na circulação do dinheiro.
Se dá uma gripe às batatas, vai ser difícil vender casas e mais casas e mais quintas e mais automóveis, para fazer face à vacina.
Aí começa a faltar isto e aquilo, cada vez mais isto e aquilo e só na aparência do visual custa que se farta.
Há quem viaje de cá para lá e de lá para cá, cheirando-se ou deixando-se cheirar, ao bom estilo das vacas, umas gordas, outras magras, mas todas louquinhas...

O dinheiro é uma droga mental, com efeitos desastrosos para todos os seres humanos.

(A propósito, é incrível como só ao fim de 2005 anos, fora todos os outros a.C., é que se anda a estudar com afinco a sexualidade dos drogados mentais, não é? Isso deveria ter sido a base, daí eu sempre ter dito que o Mundo 'tá torto! A preocupação é plantar batatas, rezar por chuva e coisas assim, vender batatas a alguém que compra as batatas todas para as vender aos molhos e com isso sustenta tudo o que vier pela frente, do bancário ao jardineiro. Jardins há muitos, seus palermas! Azul 'celeste' é que não é para todos... Ah pois é!)

domingo, novembro 20, 2005

Diz-me

Que pode fazer um homem
Quando as portas estão fechadas
E as ajudas não chegam


Diz-me se uma mulher
não é dona do seu corpo
E se dá tudo para o torto
E acaba no tribunal

Diz-me
Se fazem as leis por medida
Para ficarem na gaveta
E nos fazerem de tolos

E então
Vão nos dando futebol
Põe-se o norte contra o sul
É dividir para mandar

Diz-me
Se estão a favor da guerra
Se não deixam de lado a terra
E vão-se esquecendo de ti

Diz-me
Se o que parece é
Vivemos fora de pé
Num completo desgoverno

E então
Tem de haver informação
Tem de haver participação
Na vida de todos nós

E tu
Se isto não te diz nada
Olha para a rapaziada
Vê a vida que o povo tem
Vê a vida que o povo tem
Vê a vida que o povo tem


letra: Zé Pedro
música: Xutos & Pontapés




(Só eu sei o que sinto, é verdade, mas...)

quinta-feira, novembro 17, 2005

O que mais me custa...

... é constatar a ilusão em que as pessoas vivem.

Às vezes não me sei expressar, às vezes não me quero expressar, às vezes não convém que me expresse, por isso às vezes até parece que vivo a mesma ilusão que a maioria, mas é ilusão de quem pensa, só pode...
Às vezes, é um constante de às vezes, que até parece tantrademia.

De qualquer maneira, a ilusão que criaram e educaram é demasiado imperfeita para o meu gosto pessoal, por isso mais vale criar e educar a ilusão da perfeição, mesmo que isso provoque algumas preocupações psicológicas.
Mas quem é que se rala?
Eu ralo-me, tu ralas-te?, Ele até se rala, nós ralamo-nos individualmente, vós ralam-se com quê?, só que eles não se ralam de certeza!
Cá está uma ilusão realista...

Sabem quem é a Alice do País das Maravilhas?
Eu sinto-me mais como a Eugénia...

Até que me sinto apta para escrever sobre quase tudo...

... mas ando mais virada para escrever sobre nada!

'Tá frio.
Não deixem a porta aberta...

segunda-feira, novembro 14, 2005

Ordenado máximo!

É uma ideia para combater o défice, ou não é?
Se os lambões podem decidir o ordenado mínimo, nós não podemos tabelar o máximo?
Pelo menos a nível dos lambões...

Ninguém quer fazer uma petição?
Não será fácil arranjar um valor, mas voto já no mais baixo de todas as vossas propostas!
Poizé, ou bem que se é do contra, ou então provavelmente é-se cúmplice e eu para ser cúmplice, tinha que ser a favor e não sou.
Estamos entendidos?
Então passem lá à fase prática...

domingo, novembro 13, 2005

Escravos do dinheiro...

... ou da falta dele, é o que todos nós somos.

Nós e eles...
Não se esqueçam de alimentar os bichos, votem!
E só depois é que podem descansar, todos menos os tesos, esses não podem parar de inventar fórmulas mágicas para se libertarem...

sábado, novembro 12, 2005

É só para dizer que não foi com a minha ajuda...

... que se estão a oferecer os 18 jipes aos Bombeiros.
Não compro nem um papo-seco nos coisomarché, mas fico muito orgulhosa do meu Povo!
Comprem meninas comprem, meiiiinhas que vão desde os pés à... co...mprem meninas comprem, que depois eles fazem a festa e até convidam o António Costa.
A seguir não podem oferecer ministros?
Era bem...!

Às vezes, não sei o que hei-de fazer com o que sinto...

... por isso farto-me de aprender.

Agora ando a descobrir como hei-de dominar a técnica do "eu quero" duma forma mais eficaz.
Com tanta coisa que "eu não quero", às vezes, fico chateada porque me esqueço do que "eu quero", portanto o que eu tenho de aprender é fixar-me no que "eu quero", só para conseguir ter a sensação de que, o que sinto é o que eu quero...
Não é o que todos queremos?

Harmonia.
Compreensão.
Calma.
Paz.
E muito Amor!
"Eu quero" e já não dispenso...