domingo, julho 31, 2005

Para já isto serve de registo do que sinto, disfarçado de texto mais ou menos intelectual e tal...

Daqui a uns tempos posso muito bem voltar a ler este post, por isso fica aqui registado que senti a sensação do "sítio certo, hora certa, momento certo" e que adorei sentir isso.
Final da tarde de Domingo, cozinha.
Preparação do jantar.
Da cozinha a paisagem do pôr do Sol num ambiente semi-campestre.
Nem foi o cheiro.
Foi a "bancada de trabalho", foi o lava-louça, foi a água a sair da torneira, tudo perfeito.
Harmonia.
O presente tem destes presentes!

Continua a ser díficil para muitas pessoas falarem sobre dinheiro.
Afinal vivem para o ter e para o trocarem por toda a espécie de prazeres possíveis e imagináveis.
Há quem precise sentir que o "possuí" como uma espécie de "recurso" em caso de "alerta".
Há quem precise dele para comprar o que lhe dá na telha.
Há quem precise de cumprir rituais de consumo.
Há quem nem se aperceba que pensa em função do dinheiro que não tem, enfim, uma confusão.
Não serve para nada, apenas serve para o trocar pelo que estiver para venda, seja isto o que cada pessoa bem entender e lhe der mais jeito.
Poucos prazeres compro hoje em dia, com excepção dos alimentares.
Mas esses fazem parte do nosso equilibrio corporal, porque um corpo são, origina uma mente sã.
Ou ajuda, que seja...
Acho que já consigo compreender as pessoas, mesmo sem falar com elas.
Sei que existirá algum motivo.
O mesmo, o "pouco".
É sempre pouco!
Já não fico com cara de estúpida quando me apercebo do, "quero dizer, mas não digo, ou então di-lo-ei de outra forma" e nem fico a "bater mal" quando me apercebo que só temos real valor para nós próprios e o resto vê a paisagem que quer, ou que lhe dá mais jeito.
Eu depois percebo isto!

Com o tempo...
Acho piada constatar que o tempo não tem importância nenhuma.
A existência é um milagre baseado na moca de possuir um código dna e poder sentir prazer com isso.
É fácil pensar que me livro de qualquer merda que faça, em 3 tempos.
Como o pim-pam-PUM e outros adubos de crianças.
Sou eterna e para mim, qualquer filosofia passa pelo jogo mental de registar o que se sente, em determinada experiência, por isso é continuo a gostar de algumas pessoas com quem me chateei.
Tem a ver com a paciência.
Tenho-a numa dose sobrenatural para tudo o que seja um prazer, mas vejo-me grega para encontrar alguma quando a coisa dá para o torto.
Coisas...
Os monges no Tibete é que levam uma rica vida.
Era duma dessas que eu gostava com as devidas adaptações aos meus gostos e assim...
Meditar.
Alimentar ou jejuar conforme o corpo mandar.
Ocupação de tempos livres baseado na necessidade de cumprir um contrato com a própria natureza.
Escrever qualquer coisa que resumisse o dia.
Meditar.
Dormir.

É já a... não tarda nada!
:)